Alopatia x Homeopatia: quais as diferenças e outras práticas integrativas complementares?

Por Lucas Gomes

Homopatia versus alopatia, tratamentos

Desde os primórdios da humanidade e de suas civilizações o homem busca formas para sobreviver sendo a mais efetiva e cômoda possível. Passando pela alimentação, moradia, costumes e, é claro, pela manutenção da sua saúde.

Dentre inúmeras teorias, filosofias e práticas confirmadas pela ciência, temos em nosso país algumas predominantes, muito relacionadas a cultura e hábitos locais. A seguir conheceremos a Homeopatia e a Alopatia, que são algumas das formas de cuidar da saúde, entendendo um pouco dos conceitos de cada uma, seus princípios, diferenças e algumas praticas integrativas que complementam o tratamento.

homeopatia_produtos

Homeopatia

A homeopatia foi criada no fim do século XVIII pelo médico alemão Samuel Hahnemann. Seu nome já sugere sua filosofia principal, homeo significa igual e é exatamente dessa forma que a homeopatia vê o tratamento da doença: tratar determinado desarranjo do organismo com uma substância de característica  semelhante, capaz de causar sintomas parecidos com aquele que o paciente sente em elevadas diluições, para que dessa forma o corpo potencialize sua capacidade de cura e reverta o quadro, superando a doença.

Alopatia_saúde

Alopatia

Já alopatia segue na ideia oposta, combatendo os efeitos causados pela doença interferindo diretamente no processo natural do corpo até que ela seja resolvida. Por exemplo, quando um paciente apresenta hipertensão, a alopatia combaterá os sintomas da elevada pressão arterial, aumentando o diâmetro dos vasos sanguíneos que por alguma causa estão diminuídos, fazendo com que o sangue flua de forma mais natural e saudável. Por consequência a pressão arterial diminui para níveis normais. Neste caso a homeopatia buscaria substâncias que fossem capazes de elevar a pressão arterial, para que a capacidade do corpo de eliminar a causa da hipertensão fosse potencializada.

O cenário no Brasil e no mundo

Em grande parte do mundo, a alopatia é a prática mais comum e corresponde a forma de tratamento a qual mais estamos habituados, como comprimidos anti-inflamatórios, laxantes, anti-hipertensivos, anticoncepcionais, etc. Estes medicamentos são produzidos e comercializados em grande escala, onde apresentam uma concentração e quantidade por porção pré-estabelecida e padronizada, seguindo rigorosos testes para o controle de qualidade, para que cumpram os critérios de segurança e efetividade exigidos pela legislação vigente.

Existem algumas formas de se individualizar os tratamentos alopáticos, pelas farmácias de manipulação e receitas magistrais nas quais o médico prescreve uma formulação específica para seu paciente.

O grande viés da alopatia talvez seja sua associação a efeitos colaterais, que podem ou não ser maléficos ao paciente, e a efeitos adversos.

A homeopatia por outro lado, se baseia em um tratamento individualizado, onde não só o físico será tratado, mas também o psíquico e o emocional, buscando tratar cada paciente de acordo com suas necessidades e particularidades. Existem relatos que ela atua na cura de diversas doenças como artrite, gripe, doenças respiratórias, alergias e diabetes, sem transtornos com efeitos colaterais ou adversos. No entanto faltam comprovações científicas para sua real efetividade, devido, principalmente, ao altíssimo nível de diluição da substância, sendo usada como pratica integrativa complementar ao tratamento. 

Para mais informações, acesse o portal da Associação Médica Brasileira de Homeopatia.

Uma vez que já conhecemos um pouco sobre duas das mais populares formas de terapia, e aprendemos sobre seus princípios básicos e suas principais diferenças, quais outras práticas temos além delas? Veremos abaixo duas, a medicina Ayurveda e a Chinesa.

 

A medicina Ayurveda.

Terapia de origem indiana, tem como principal objetivo promover bem estar físico, emocional e espiritual. O termo significa ciência da vida e propõe que o indivíduo mantenha o equilíbrio dele consigo, com o ambiente e com os outros. Mas como manter tal equilíbrio?

A prática tem como chave a alimentação, a terapia, a purificação, o uso de plantas medicinais, a ioga e a massagem.

Se ficou interessado e deseja saber mais, clique aqui para acessar o artigo publicado pela editora Abril sobre medicina Ayurveda, escrito por Paula Desgualdo.

A medicina tradicional chinesa

Prega pelo tratamento individualizado, com uma visão única do corpo humano, como um microcosmo interligado com a natureza e sujeito às suas forças, onde a saúde e a doença se relacionam com o equilíbrio das funções do organismo, sendo muitas vezes aplicada em associação com as terapias ocidentais.

Ela se baseia principalmente no uso de plantas medicinais tradicionais, ou fitoterapia, e a acupuntura. Além destas, outros tratamentos e práticas abordados pela medicina tradicional chinesa como a ventosa terapia, que é um tipo de tratamento natural no qual são usadas ventosas para melhorar a circulação sanguínea em um local do corpo.

Existe uma gama de informação sobre essas terapias e ainda outras práticas de saúde existentes ao redor do mundo. Se ficou curioso e quer saber um pouco mais, busque informações sobre práticas integrativas complementares alternativas e até mesmo sobre os tratamentos convencionais com profissionais da área, como no nosso texto sobre vacinação.

 


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